Será 2018 a eleição do caixa 3? Está parecendo

E R$ 1,7 bilhão vai dar para bancar a campanha? Em 2014, com 18 mil candidatos nos quatro cantos, se falou em R$ 20 bilhões. Um exagero bilionário, que medido em moeda é sempre um exagerão.

O Transparência Brasil deu um número mais calibrado, R$ 5,1 bilhões. Ressalva nossa: sem contar o caixa-dois, pelo qual dobrar a cifra é mínimo, triplicar o razoável.

O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, que na apreciação da proibição de doações empresariais, no STF, votou a favor de manter o esquemão de antes, agora levanta a voz mais uma vez para avisar:

– O dinheiro é pouco. A questão do financiamento continua em aberto.

Em boa parte das vezes o ministro Gilmar soa como ave agourenta, mas desta vez cantou certo. O modelo é o mesmo de 2014, com a diferença que a Lava Jato deletou as torneiras que jorravam fartas das empreiteiras.

E agora? O medo é trocar criminosos de colarinho-branco, os homens do caixa-dois, por bandidos comuns, traficantes e cia.

O senador Otto Alencar (PSD) é taxativo:

– No Rio de Janeiro já é assim.

Pobre Rio. Está sempre na vanguarda de bandidagem de todos os naipes.

Sem resposta

Ângelo Calmon de Sá, Roberto Santos, Joaci Góes, Edivaldo Boaventura e Mário Kertész formaram uma confraria: todos os meses se reúnem, em algum lugar, a depender do anfitrião da vez, com direito a convidados especiais, o último deles, Edvaldo Brito, para conversar sobre as coisas da vida.

Conta Joaci que o grupo ainda não conseguiu resposta para um fato que pautou boas rodadas de conversas:

– O que é mais infamante, roubar R$ 51 milhões ou guardar daquela maneira.

Opine você. Mas o desafio é dos bons.

Lições da Uneb

A eleição para reitor da Uneb, segunda passada, deixou boas lições. José Bites, o reitor reeleito, brancão mais para algodão, tinha como vice Carla Liane, negra, que este ano rompeu e resolveu se candidatar. Ele convidou Valdélio Silva, como Liane, figura respeitável no Movimento Negro, que não aceitou e também se candidatou.

A campanha teve forte foco na questão racial, no lado sensato e no emocional.

Resultado: Bites se elegeu com 64% dos votos. A comunidade acadêmica deu o recado: não é por aí.

Vitória maior —Aliás, a vitória de Bites este ano foi mais expressiva que a primeira. Em 2013, na oposição, ele teve 60% dos votos contra 35% da professora Adriana Marmori e do professor José Cláudio Rocha. Agora, 64%.

Nova Ceplac

Já está pronta a proposta a ser avaliada pelo Ministério da Agricultura para revitalizar a Ceplac, até agora com pouco mais de mil funcionários envelhecidos e sem perspectivas de renovação dos quadros.

A proposta inclui a realização de um completo estudo sobre a cadeia do cacau e foca também o planejamento levando em conta o estímulo à preservação das bacias hidrográficas e dos sistemas agroflorestais.

Também prevê parcerias com terceiros, da iniciativa privada, para fazer dinheiro.

POUCAS & BOAS

A Salvador Destination, entidade que promove a capital no segmento de eventos, comemora no Sheraton, quarta-feira (19h), o Dia Mundial do Turismo.

POLÍTICA COM VATAPÁ

O xis da questão

Aderbal Caldas (PP), deputado estadual, é um poço de boas historinhas.

Lá vai uma da lavra dele.

Benigno Mattos, tabelião e vereador por cinco mandatos em Olindina, lá um dia recebe no cartório João Claro da Cruz, o João de Clara, semianalfabeto, morador da zona rural, querendo reconhecer a firma da própria assinatura, uns garranchos daqueles que saíram da caneta a duras penas.

Olhou, comentou com desdém:

– Isso é lá assinatura! Parece que uma barata fez cocô e a merda se espalhou pelo papel!

João reagiu:

– Quando você me pediu voto para vereador, a assinatura era essa e valeu.

– Mas você não votou.

E João, cheio de moral:

– Ah! E é por isso que minha assinatura virou cocô de barata e você não reconhece a firma, não é?

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