Wagner acha que Bolsonaro não vai abalar aliança do PT na Bahia

Jaques Wagner, o maestro da articulação que o levou a governar a Bahia dois mandatos e assegurou o segundo também para Rui Costa, saiu das urnas de 2018 eleito senador, mas puxou o freio e segurou a língua.

— Entendi que não é momento de estar falando muito. Temos que dar um tempo para ver como Bolsonaro vem. A Dilma governou cinco anos e meio. Ele ainda não governou um dia sequer.

Wagner diz que a chance dele disputar a Prefeitura de Salvador, como alguns cogitam, é nenhuma. E o governo em 2022, idem, idem. E também acha que Bolsonaro na presidência não terá tanta influência na política baiana.

No futuro — Segundo Wagner, por tudo que já demonstrou até agora fazer política com políticos tradicionais não é o forte de Bolsonaro.

— Ele não tem tido muita atenção para a política. Então eu acho que a questão baiana não vai se abalar em função do governo federal.

Wagner diz também que o leque de alianças, mantido inicialmente com Geddel e num segundo momento com Otto Alencar, hoje senador, e João Leão, vice-governador reeleito, está inteiro e tende a ficar assim:

— O PT na Bahia é diferente de outros. Eu não tenho medo de sombra. O segredo é jogar com franqueza.

E 2022?

— Não é proibido que o candidato seja do PT. Mas seria de bom tom que fosse uma alternativa entre aliados.

Mãe Stella, um caso surreal

Pense num absurdo, a Bahia tem precedentes.

A frase aí, de Octávio Mangabeira, mais uma vez está em cena, e desta vez em dose dupla, com mãe Stella e a galeota Gratidão do Povo.

Imagine você. Uma ialorixá que virou lenda nos tempos modernos morre e para os seus admiradores e irmãos de fé fazerem o funeral conforme os rituais da religião que praticam, o candomblé, tiveram que entrar na Justiça e ganhar tal direito, que é elementar, por força de uma liminar.

É algo tão surreal que mais parece o enredo de uma novela à la Dias Gomes, como O Bem-Amado.

Enquanto tal episódio ganha o noticiário da imprensa, entra outro na disputa, a galeota Gratidão do Povo: em 127 anos fica fora da tradicional procissão de Bom Jesus dos Navegantes, dia 1º de janeiro, na Baía de Todos-os-Santos, porque o barco está avariado e só se viu isso na hora da festa.

Que ano este 2018…

Os premiados de Paramirim

O prefeito de Paramirim, Gilberto Brito (PSB), se diz satisfeito ao reabilitar uma antiga lei que dá o prêmio de um salário mínimo durante três anos ao melhor aluno do nono ano na rede pública, o que dá as condições de ele completar o segundo grau em Vitória da Conquista.

Ano passado ganhou Elizeu Pereira das Flores, do povoado de Gameleira Pau de Colher, a 42 km da sede. Agora Leiziane Silva Machado, de Canabravinha, também zona rural.

Algo cheira mal em volta das placas do Mercosul

O rebu no Detran, em Salvador, em torno das placas do Mercosul, tem algo de podre na gênese da questão, segundo Marco Anton Ribeiro, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Placas Veiculares (Anfapv).

Ele acusa o diretor do Detran, Lúcio Gomes, de estar manipulando portarias para beneficiar uma empresa mineira de nome Promac, que ficaria absoluta no mercado.

– Já levamos o caso ao Ministério Público, que está informado de tudo.

Segundo ele, empresas estão sendo credenciadas a toque de caixa, o governo tem conhecimento das denúncias e nada faz.

O Detran tem dito que cumpre determinações do Denatran, de âmbito nacional.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Sinal dos temposInício dos anos 1990, Galdino Leite, o ex-deputado que no Natal nos deixou, era secretário da mesa da Assembleia, presidida por José Amando. Lá um dia, Edson Torres, o secretário administrativo da Casa, chegou a ele com um documento para assinar num tipo de papel que achou meio estranho:– O que é isso?– É um fax. É um tipo de documento que vem, e esse veio por telefone.– Documento por telefone? Você me acha com cara de besta, Edson?Edson esperou a sessão acabar, pegou Galdino pelo braço e o levou à sala onde estava instalado o fax, mostrou como opera.Galdino ficou espantado:– Documento por telefone? É sinal dos tempos, amigo.Nos seus últimos tempos de vida em Vilas do Atlântico, Lauro de Freitas, alguém lembrou o caso perguntando a Galdino se ele ainda se espantava com a internet, que é muito além do fax.– Joguei a toalha. Ainda vão inventar uma máquina de fazer amor.

Fonte: A Tarde (Foto: Margarida Neide)

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